20
de
março
Seres Urbanos

As mais estranhas criaturas povoam as ruas da minha cidade, João Pessoa. Adolescente, jovens, homens e mulheres de todas as tribos. Venho observando esses seres urbanos, que em sua grande maioria passam desapercebidos, não porque querem, eles até fazem questão de aparecer. Se “organizam” em tribos, inseridos dentro da nossa grande aldeia urbana.
Em um dos shoppings da cidade, na praça de alimentação, se reúnem “bizarras” tribos. São adolescentes de preto, influenciados por bandas de Rock e por uma ideologia que nós mortais, não entendemos. Homossexuais, não poucos, na mesma praça de alimentação… lá, eles e elas encontram talvez o seu refúgio e sua inclusão na sociedade. Esses são alguns dos seres urbanos que perambulam pelas ruas da minha cidade. Se dizem avançados na cultura, debatem política, religião, fé, família e um monte de coisa. São sábios em seu entendimento e ignorantes em viver uma vida inteligente.
Para a grande maioria deles a fé cristã é uma aberração radical e retrograda. Não compreendem felicidade sem drogas, sem o sexo anormal, sem álcool, sem libertinagem, sem prostituição. Todos esses seres urbanos estão em busca de uma ideologia que lhes permita uma vida sem limites, não só para o pensamento, mas também para atos.
Comparado à esses seres urbanos, o Shrek seria uma criatura normal em nosso meio, possivelmente passaria desapercebido como a maioria desses. Eu, que sou da fé cristã… Não me importo com eles. São tão “anormais” que prefiro ignorar. São os Shreks dos meus dias. Parecem anormal, aberrações e até engraçados. Mas, prefiro ignorá-los.
Para esses, serres urbanos, a fé cristã está longe. Não só por causa deles, mas por minha causa também. Penso que o evangelho é valioso demais para ser dado como migalhas aos que estão às margens da mesa. Vergonhosa essa minha fé! Acho melhor não ficar parado aqui. Pensado bem, essa não é a fé que professo.
Não vou pedir perdão por esse texto, ele não é preconceituoso, é realista. A fé que professo não descrimina homossexuais, drogados, prostitutos ou qualquer um desses seres urbanos. A fé que eu abracei ama essas pessoas. Porém, a minha convicção de fé é incapaz de deixar passar desapercebido o pecado. Todos esses seres urbanos estão às portas do inferno. A Bíblia que eu tenho me mostra isso… Mas, infelizmente eu prefiro não magoar e continuar amigo. Estou vendando os olhos para o pecado, para deixar passar os erros daqueles que estão nessas tribos.
Um bom amigo é aquele que livra da morte. Minha fé não pode ser apenas ideológica, como os pensamentos dessas tribos, minha fé precisa ser viva, eficaz. Quero uma fé para vivê-la.
Deus tenha misericórdia de mim!
Os seres urbanos e suas tribos estão ai, dentro dessa nossa aldeia urbana. Até mesmo dentro de nossas igrejas. E a minha fé? O que a minha fé diz disso? Será que a graça de Deus, deixa passar desapercebido o pecado?
Soli Christus,
Jesiel Claudino

