17
de
junho
O que realmente faz a diferença?
Tempos de Copa do Mundo. Um evento que assim como as Olimpíadas sempre me faz refletir sobre a pregação e propagação do evangelho no mundo. Nesses dias vemos na TV, representantes das mais diversas nações e povos.
Parece ser até algo novo, ver tanta informação sobre tantos países. Mas, para a igreja evangélica brasileira num tem nada novo nisso tudo. Afinal, estamos vivendo a época dos eventos missionários… nós, os evangélicos, conhecemos como poucos a triste realidade dos povos sem Cristo. Entendemos perfeitamente qual a vontade de Deus para esses povos e até mesmo quais os planos de Deus.
A igreja está informada e conscientizada sobre missões. Só tem um problema! A igreja não tem missionários pra enviar.
Os jovens conhecem missões, conhecem as necessidades, mas não querem ser missionários. Não se sentem chamados.
Os pais oram por missões, mas, não consagram seus filhos. Não concebem a idéia de que seus filhos possam ser alguém que doe a sua vida inteiramente a Deus. Preferem que os filhos sejam bem sucedidos na vida secular.
Os músicos cantam sobre missões, mas, preferem os púlpitos confortáveis e o status que a febre da música gospel ‘profetiza’.
Os pastores pregam e entendem a Bíblia. Mas estão conformados com o status que a igreja promete… preferem investir no bem-estar de igrejas mortas. Estão mais preocupados em manter seus “reinados” que no Reino de Deus.
Tenho pena da incontável multidão de “mortos-vivos” que perambulam pelos templos e pelas marchas evangélicas. Aqueles que se dizem crentes mas, infelizmente perderam o rumo do céu. Aqueles que entendem a Bíblia, missões e os mais profundos conceitos da fé, mas, infelizmente não entendem a vontade de Deus.
O que me preocupa é que talvez eu seja o próximo a fazer parte dessa massa de coitados. Fazer parte daqueles que acham que estar na igreja já é uma grande vitória. Tenho medo de aceitar essa “grande vitória” de ser apenas um crente… sei que quando aceitar isso, estarei aceitando a derrota do cristianismo.
Deus tenha misericórdia de mim!
Jesiel Claudino


Comentário por Josebias Brandão — 21 de junho de 2006 (15:08)
Jesus veio ao mundo não apenas para nos dar uma nova aliança mas para, também, nos dar o exemplo. Em cada ato seu é como se falasse: “FAÇAM ASSIM!”.
Não podemos ficar apenas chorando pelo leite derramado, temos que buscar SOLUÇÕES e AGIR. E isso é uma decisão pessoal, de quem tem compromisso.
Provavelmente as mudanças ocorrerão a longo prazo, mas acontecerão.
Nossas crianças precisam aprender a amar o próximo como Cristo nos ama e não apenas aprender a gostar da escola dominical, do conjunto, da igreja…
O ministério precisa ser feito por homens escolhidos por Deus, como antes.
Precisamos entender a mensagem da BÃblia, da cruz… e não apenas decorá-la.
A Teologia precisa ser ensinada desde cedo, não pode ser privilégio de alguns adultos.
Chega de Teologia da Prosperidade (material) que amarra o ser humano ainda mais as coisas deste mundo e o faz esquecer de buscar os dons espirituais, achando que já tem tudo, que já é feliz.
Chega de pastores corruptos que profanam os púlpitos.
Chega de jovens sem heróis para se espelharem e ter coragem.
Chega de anciãos que passaram a vida apenas sentados em um banco e não têm nada para ensinar.
…
Ainda que “todos pecaram e destituÃdos estejam do reino de Deus” ou que “todos os profetas tenham sidos assassinados e só tenha restado você ou eu” ainda assim, NÃO PODEMOS FICAR ESCONDIDOS NA CAVERNA RECLAMANDO.
RESUMINDO: VAMOS AGIR.
Comentário por Jesiel Claudino — 21 de junho de 2006 (17:00)
É isso ai meu irmão Josebias…
Coloquei esse texto exatamente pra isso, pra poder debatermos sobre que tipo de fé estamos abraçando.
Que bom que levou vc a fazer esse tipo de reflexão.
Vamos agir então.
Comentário por Hellen - Assembléia de Deus/Torre — 28 de junho de 2006 (12:24)
O nosso problema é que não entendemos o verdadeiro sentido de negar a si mesmo, e infelizmente muitos nunca entenderão. Oremos para que Deus nos ensine isso.