31
de
janeiro
O difÃcil ficou para nós!
Disse um velho professor com voz grave: “Tenho uma triste notícia pra vocês meus queridos alunos: Tudo que era fácil no mundo já foi feito, pra nós restou o que é difícil, não adianta reclamar, é o que nos restou”.
De fato, hoje tudo parece ser mais difícil, e como disse o professor, de nada adianta reclamar. Uma das maiores dificuldades é como iremos ver todas essas dificuldades do mundo pós-moderno. No passado sabíamos exatamente quem era o “inimigo” (ou o concorrente, na linguagem administrativa). Sabíamos exatamente que solução desenvolver, hoje uma única solução já não é mais possível para minimizar ou resolver problemas. Hoje ou mudamos ou morreremos um pouco todos os dias.
Mas nem tudo é má notícia. Minha geração é também privilegiada. Vivemos na era mais dinâmica da história da humanidade. Os desafios são enormes, mas, os recursos disponíveis são vastos. A tecnologia e o acesso as mais diversas ferramentas nos permite migrar no universo do conhecimento e das soluções.
Mas a pergunta chave é: “Você vê os seus dias como uma forma negativa?”
Não tenho tempo para procurar o negativismo da atualidade ou dos pessimistas. É hora de agir e fazer usos das ferramentas que estão ao nosso dispor. Tecnologia, literatura e conhecimento. Essa é a era dos melhores, não basta ser bom, tem que ser muito bom. É com essas pessoas que o mundo conta.
Já que o mundo conta com os muito bons. Na própria fé cristã também é assim. Jesus Cristo sempre contou com os muito bons. Engana-se que pensa que os discípulos de Cristo eram os medíocres do seu tempo, eles foram escolhidos a dedo pelo mestre, eles tinha valor. Eram homens que aparentemente não tinham capacidade. Mas sabe o que Cristo viu neles? Viu a possibilidade de transformá-los nos melhores. Essa capacidade eles já tinham, só precisavam ser trabalhados. E foram trabalhados durante três anos.
Você pode até perguntar: “Será que isso é verdade?” Eu tenho a resposta para você: O mestre desses dozes homens foi embora e o empreendimento que eles começaram naqueles dias é hoje a maior instituição de recuperação de vidas que o planeta já viu. Você ainda duvida que eles fossem os melhores?
Talvez eu mude a frase do velho professor e diga: “O difícil ficou para os bons, mas o impossível ficou para os melhores”.
Jesiel Claudino

